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Walkscapes. O caminhar como prática estética

Un libro de Francesco Careri

Disponible

18,00 €

O andar é um ato cognitivo e criativo capaz de transformar simbólica e fisicamente tanto o espaço natural como o antrópico. Este livro narra uma história da percepção da paisagem através do ato de caminhar: do nomadismo primitivo às vanguardas artísticas do começo do século xx, da Internacional Letrista à Internacional Situacionista, do minimalismo à land art, Francesco Careri revisa algumas das propostas históricas que conceberam o ato de deambular não só como uma ferramenta de configuração da paisagem, mas como uma forma autônoma de arte, um instrumento estético de conhecimento e de modificação física do espaço atravessado, que se transforma em intervenção humana.

Pela primeira vez é publicado em português o clássico de Careri, baseado na segunda edição do original, incluindo um epílogo do próprio autor em que este faz um balanço da trajetória do livro desde sua primeira edição em 2002.

Descripción técnica del libro:

14 x 20cm
184 páginas
Portugués
ISBN/EAN: 9788565985161
Rústica
2013 (5ª tirada)
Descripción
Descripción

Detalles

O andar é um ato cognitivo e criativo capaz de transformar simbólica e fisicamente tanto o espaço natural como o antrópico. Este livro narra uma história da percepção da paisagem através do ato de caminhar: do nomadismo primitivo às vanguardas artísticas do começo do século xx, da Internacional Letrista à Internacional Situacionista, do minimalismo à land art, Francesco Careri revisa algumas das propostas históricas que conceberam o ato de deambular não só como uma ferramenta de configuração da paisagem, mas como uma forma autônoma de arte, um instrumento estético de conhecimento e de modificação física do espaço atravessado, que se transforma em intervenção humana.

Pela primeira vez é publicado em português o clássico de Careri, baseado na segunda edição do original, incluindo um epílogo do próprio autor em que este faz um balanço da trajetória do livro desde sua primeira edição em 2002.

Francesco Careri (Roma, 1966) es arquitecto y profesor investigador del Departamento de Arquitectura de la Università degli Studi Roma Tre, donde dirige el grupo de investigación Laboratorio Arti Civiche e imparte una asignatura homónima, un curso peripatético en el que se camina interactuando in situ con los fenómenos urbanos emergentes. Con otros arquitectos y artistas, en 1995 fundó el laboratorio de arte urbano Stalker/Osservatorio Nomade, colectivo que lleva a cabo acciones de arte público en la ciudad informal y multicultural, estudios de las microtransformaciones hechas por los habitantes, y proyectos de autoconstrucción. Es autor del libro Constant. New Babylon, una città nomade (2001), Walkscapes (2002) y Pasear, detenerse (2016).
 

Índice de contenidos
Índice de contenidos
Índice de conteúdos
 
O grande jogo do caminar. Paola Berenstein Jacques
A cidade nômade. Gilles A. Tiberghien
Breve nota do autor
Introdução
 
I. Errare humanum est…
Caim, Abel e a arquitetura
Espaço nômade e espaço errático
Do percurso ao menir
O benben e o ka
 
II. Anti-Walk
A visita dadaísta
O ready-made urbano
A deambulação surrealista
A cidade como líquido amniótico
Da cidade banal à cidade inconsciente
A deriva letrista
A teoria da deriva
O arquipélago influenciador
A cidade lúdica contra a cidade burguesa
O mundo como labirinto nômade
 
III. Land Walk
A viagem de Tony Smith
Expansões de campo
Do menir ao percurso
Pisotear o mundo
O viandante sobre o mapa
A odisseia suburbana
A paisagem entrópica
 
IV. Transurbância
Com os pés descalços no caos
O arquipélago fractal
Zonzo
 
Walkscapes ten years later
 
Bibliografia
Referências fotográficas
Agradecimentos
Lee un fragmento
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Trecho da introdução

O elenco da página ao lado é uma série de ações que podem ser lidas e realizadas enlaçando à vontade as palavras das três colunas verticais. Ações que só recentemente começaram a fazer parte da história da arte e que podem revelar-se um útil instrumento estético com o qual explorar e transformar os espaços nômades da cidade contemporânea. Antes de erguer o menir – em egípcio benben, “a primeira pedra que emergiu do caos” –, o homem possuía uma fórmula simbólica com a qual transformar a paisagem. Essa forma era o caminhar, uma ação aprendida com fadiga nos primeiros meses da vida e que depois deixa de ser uma ação consciente para tornar--se natural, automática. Foi caminhando que o homem começou a construir a paisagem natural que o circundava. Foi caminhando que, no último século, se formaram algumas categorias com as quais interpretar as paisagens urbanas que nos circundam.

ERRARE HUMANUM EST…
O ato de atravessar o espaço nasce da necessidade natural de mover-se para encontrar alimento e as informações necessárias para a própria sobrevivência. Mas, uma vez satisfeitas as exigências primárias, o caminhar transformou-se numa fórmula simbólica que tem permitido que o homem habite o mundo. Modificando os significados do espaço atravessado, o percurso foi a primeira ação estética que penetrou  os territórios do caos, construindo aí uma nova ordem sobre a qual se tem desenvolvido a arquitetura dos objetos situados. O caminhar é uma arte que traz em seu seio o menir, a escultura, a arquitetura e a paisagem. A partir dessa simples ação foram desenvolvidas as mais importantes relações que o homem travou com o território.

A transumância nômade, geralmente considerada como o arquétipo de todo percurso, foi na verdade o desenvolvimento das intermináveis errâncias de caça do paleolítico, cujos significados simbólicos foram traduzidos pelos egípcios no ka, o símbolo da eterna errância. A errância primitiva continuou a viver na religião (o percurso como rito) e nas formas literárias (o percurso como narração), transformando-se em percurso sagrado, dança, peregrinação, procissão. Foi só no último século que o percurso, ao se desvincular da religião e da literatura, assumiu o estatuto de puro ato estético. Hoje se pode construir uma história do caminhar como forma de intervenção urbana que traz consigo os significados simbólicos do ato criativo primário: a errância como arquitetura da paisagem, entendendo-se com o termo paisagem a ação de transformação simbólica, para além de física, do espaço antrópico.

Foi nessa perspectiva que foram aprofundados três importantes momentos de passagem da história da arte – todos eles absolutamente conhecidos dos historiadores – que tiveram como ponto de inflexão uma experiência ligada ao caminhar. Trata-se das passagens do dadaísmo ao surrealismo (1921-24), da Internacional Letrista à Internacional Situacionista (1956-57) e do minimalismo à land art (1966-67). Analisando esses episódios, obtém-se uma história da cidade percorrida que vai da cidade banal do dadá à cidade entrópica de Smithson, passando pela cidade inconsciente e onírica dos surrealistas e pela lúdica e nômade dos situacionistas. A que é descoberta pelas errâncias dos artistas é uma cidade líquida, um líquido amniótico em que se formam espontaneamente os espaços de alhures, um arquipélago urbano a ser navegado indo à deriva. Uma cidade em que os espaços do estar são ilhas do grande mar formado pelo espaço do ir. [...]

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

La prensa ha dicho
La prensa ha dicho

Walkscapes

(Redação, Vitruvius, 12/2013)

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«Francesco Careri artista, arquiteto e membro do Laboratório Stalker Osservatorio Nomade e di Roma. Ele se formou na Universidade La Sapienza de Roma.» (Redação, Vitruvius, 12/2013)

Walkscapes

(Emanuel Souto, Papo de Arquiteto, 09/2013)

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«Este livro narra uma história da percepção da paisagem através do ato de caminhar: do nomadismo primitivo às vanguardas artísticas do começo do século XX, da Internacional Letrista à Internacional Situacionista, do minimalismo à land art, Francesco Carerirevisa algumas das propostas históricas que conceberam o ato de deambular não só como uma ferramenta de configuração da paisagem, mas como uma forma autônoma de arte, um instrumento estético de conhecimento e de modificação física do espaço atravessado, que se transforma em intervenção humana.» (Emanuel Souto, Papo de Arquiteto, 09/2013)

Walkscapes

(SILAS MARTÍ, FOLHA DE SÃO PAULO, 06/16)

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« Em seu livro, Careri revê até a história bíblica de Caim e Abel à luz de sua obsessão pelo caminhar sem rumo. Depois de matar o irmão pastor, Caim, antes o agricultor sedentário, é condenado à errância eterna, o que transformou a vagabundagem numa punição divina.» (SILAS MARTÍ, FOLHA DE SÃO PAULO, 06/16)

Walkscapes

(MARIANA FILGUEIRAS, O Globo, 06/16)

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«Para Careri, “se perder” significa “sair de casa com espírito explorador, para descobrir os “sistemas de autoorganização” que a maioria de nós desconhece. (MARIANA FILGUEIRAS, O Globo, 06/16)

Walkscapes

(Aurora Bernardini, Revista Sibila, 06/16)

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«Em 5 de julho de 2016, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, São Paulo, Francesco Careri, arquiteto, artista e professor universitário, proferiu palestra, seguida de debates, sobre uma série de questões tratadas em seus dois livros traduzidos ao português. Tento aqui uma síntese de seus relato» (Aurora Bernardini, Revista Sibila, 06/16)

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