Ligeiramente fora de foco

Un libro de Robert Capa

Disponible

25,00 €

Endre Friedmann, que mais tarde fi cou conhecido como Robert Capa, nasceu em 1913 na cidade de Budapeste. Embora quisesse ser escritor, tornou-se fotógrafo. Obrigado a fugir da Hungria aos 16 anos de idade devido a suas atividades contra o regime do almirante Horthy, instalou-se em Berlim, onde conseguiu um emprego de entregador e, depois, de aprendiz de fotógrafo na agência Dephot. Sua primeira reportagem foi realizada em 1932, na cidade de Copenhague, com Leon Trótski. Em 1933, diante da ascensão do nazismo, mudou-se para Paris, onde conheceu Henri Cartier-Bresson, André Kertész, David Seymour e Gerda Pohorylle, que se tornou sua companheira (e com quem criou o pseudônimo Robert Capa). Em 1936, fez sua primeira cobertura de guerra na Espanha. A vida de Robert Capa parecia guiada por um movimento irrefreável, que o fez fotografar cinco guerras: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), a resistência chinesa à invasão japonesa (1938), a Segunda Guerra Mundial na Europa (1941-1945), a primeira Guerra Árabe-Israelense (1948) e a Guerra da Indochina (1954).

Ele criou a agência Magnum com os amigos Henri Cartier-Bresson, Chim e George Rodger, ganhou a nacionalidade norte-americana, trabalhou com John Steinbeck, Theodore H. White, Irwin Shaw, Ernest Hemingway. Foi amante de Ingrid Bergman, passou inúmeras tardes nas corridas, as noites em clubes com mulheres deslumbrantes e as madrugadas jogando pôquer com amigos como John Huston e Gene Kelly.

Robert Capa foi intenso até o fi m: em 25 de maio de 1954, enquanto cobria a Guerra da Indochina, pisou numa mina terrestre e morreu na hora.

Descripción técnica del libro:

16.5 x 20cm
304 páginas
Portugués
ISBN/EAN: 9788584521180
Rústica
2018
Descripción
Descripción

Detalles

Endre Friedmann, que mais tarde fi cou conhecido como Robert Capa, nasceu em 1913 na cidade de Budapeste. Embora quisesse ser escritor, tornou-se fotógrafo. Obrigado a fugir da Hungria aos 16 anos de idade devido a suas atividades contra o regime do almirante Horthy, instalou-se em Berlim, onde conseguiu um emprego de entregador e, depois, de aprendiz de fotógrafo na agência Dephot. Sua primeira reportagem foi realizada em 1932, na cidade de Copenhague, com Leon Trótski. Em 1933, diante da ascensão do nazismo, mudou-se para Paris, onde conheceu Henri Cartier-Bresson, André Kertész, David Seymour e Gerda Pohorylle, que se tornou sua companheira (e com quem criou o pseudônimo Robert Capa). Em 1936, fez sua primeira cobertura de guerra na Espanha. A vida de Robert Capa parecia guiada por um movimento irrefreável, que o fez fotografar cinco guerras: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), a resistência chinesa à invasão japonesa (1938), a Segunda Guerra Mundial na Europa (1941-1945), a primeira Guerra Árabe-Israelense (1948) e a Guerra da Indochina (1954).

Ele criou a agência Magnum com os amigos Henri Cartier-Bresson, Chim e George Rodger, ganhou a nacionalidade norte-americana, trabalhou com John Steinbeck, Theodore H. White, Irwin Shaw, Ernest Hemingway. Foi amante de Ingrid Bergman, passou inúmeras tardes nas corridas, as noites em clubes com mulheres deslumbrantes e as madrugadas jogando pôquer com amigos como John Huston e Gene Kelly.

Robert Capa foi intenso até o fi m: em 25 de maio de 1954, enquanto cobria a Guerra da Indochina, pisou numa mina terrestre e morreu na hora.

Robert Capa (1913-1954) foi um homem que viveu vertiginosamente, vorazmente próximo da realidade, dos homens e do mundo. Por meio do ato fotográfico, no coração dos acontecimentos e além de qualquer voyeurismo, registrou a guerra com rara emoção e coragem. É sem dúvida por isso que suas fotos continuam tão intensas e estimulantes, que seu trabalho de fotojornalista lhe traz fama internacional.

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Introdução

ROBERT CAPA
por Richard Whelan

Robert Capa fotografou cinco guerras: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), a resistência chinesa à invasão japonesa (que ele cobriu em 1938), o palco europeu da Segunda Guerra Mundial (1941-1945), a primeira guerra árabe-israelense (1948) e a guerra da Indochina francesa (1954). Ninguém fotografou a guerra com tamanha bravura e mais intensa compaixão.

Endre Friedmann nasceu em Budapeste em 22 de outubro de 1913, numa família judia de classe média que tinha uma confecção de roupas elegantes. Seu irmão, Kornel, que viria a ser fotógrafo com o nome de Cornell Capa, nasceu em 1918.
Em maio de 1931, quando Endre tinha dezessete anos, foi preso por suas atividades estudantis de esquerda contra o regime protofascista do almirante Miklós Horthy e passou uma noite na cadeia. No dia seguinte, graças à influência da esposa do chefe de polícia, uma boa cliente da família, o pai de Endre conseguiu que fosse solto com a condição de deixar o país depois dos exames escolares, que estavam próximos. Em julho, ele partiu para Berlim, onde, no outono, matriculou-se na Escola Superior de Ciências Políticas para estudar jornalismo, não fotojornalismo. A depressão econômica mundial logo impossibilitou que seus pais continuassem pagando sua educação. Forçado a deixar a escola, ele naturalmente procurou conterrâneos húngaros em Berlim, em busca de emprego. Acabou trabalhando como office boy da importante agência de fotojornalismo Dephot e foi logo promovido a assistente de laboratório, depois a aprendiz de fotografia.

Em novembro de 1932, a agência mandou-o a Copenhague para fotografar o exilado Leon Trótski, que ia dar uma palestra para estudantes dinamarqueses. O artigo publicado fez grande sucesso, mas antes que o fotógrafo pudesse capitalizar em cima dele, teve de fugir da Alemanha, em março de 1933, logo depois que Hitler assumiu poderes ditatoriais. Endre conseguiu permissão oficial para voltar a sua Budapeste natal e dali seguiu para Paris naquele outono. Nos cafés de Montparnasse ele logo conheceu e fez amizade com outros fotógrafos como André Kertész, David Seymour (“Chim”) e Henri Cartier-Bresson.
No outono de 1934, André (como se chamava então) conheceu Gerda Pohorylle, uma refugiada judia alemã; logo se apaixonaram e passaram a viver juntos. Ela datilografava as legendas para suas fotos e arrumou um emprego na agência para a qual ele trabalhava; em troca, ele a ensinou a usar a câmera.
Na primavera de 1936, diante de uma assustadora escassez de vendas, André e Gerda resolveram inventar um glamoroso e bem-sucedido fotógrafo americano chamado Robert Capa. Quando Gerda fez a ronda das agências editoriais, disse que as fotografias de André eram de Capa e que ela estava fazendo um tremendo favor aos editores dando-lhes a oportunidade de comprar o trabalho desse gênio esquivo. Impressionados, os editores compraram as fotografias e publicaram.

O nome “Capa” parece ter sido inspirado em Frank Capra, o diretor de Hollywood cuja obra-prima, Aconteceu naquela noite, com Claudette Colbert e Clark Gable, acabara de receber o Oscar de melhor filme de 1934, conquistando também Oscars para o diretor e os dois atores. “Robert” também vinha do cinema, do ator Robert Taylor, que em 1936 era o amante de Greta Garbo em A dama das camélias. Na mesma época, Gerda mudou seu sobrenome para Taro, emprestado do jovem artista japonês Taro Okamoto, então vivendo em Paris.

Pouco depois, o misterioso Capa era realmente famoso. Quando a tramoia foi descoberta, André entendeu que teria de assumir o nome de Robert Capa e fazer jus à reputação desse sensacional fotógrafo imaginário.

Em agosto de 1936, aos 22 anos, Capa começou sua abrangente e apaixonada cobertura da Guerra Civil Espanhola. Foi em sua primeira viagem que fez a famosa fotografia de um miliciano republicano espanhol começando a cair ao receber um tiro fatal. A foto foi publicada em todo o mundo com grande repercussão.

Gerda Taro, que muitas vezes trabalhou com Capa na Espanha, mas que também estava se tornando uma fotojornalista independente, permaneceu em Madri em 1937, quando Capa voltou a Paris para cuidar de alguns negócios. Surpreendida numa retirada confusa quando estava cobrindo o combate em Brunete, a oeste de Madri, Taro foi esmagada por um tanque de guerra republicano. Capa, que pretendia se casar com ela, nunca se recuperou inteiramente desse golpe.
Relutante em voltar para uma guerra que havia matado a mulher que amava, Capa passou seis meses na China, em 1938, com o cineasta holandês Joris Ivens, documentando a resistência à invasão japonesa que começara no ano anterior. Como o Japão era aliado da Alemanha, a guerra na China era tida, no geral, como o front oriental da luta internacional contra o fascismo, da qual a Espanha era o front ocidental.

Nesse outono, Capa voltou à Espanha para cobrir a retirada das Brigadas Internacionais, e continuou lá, fotografando as batalhas de Mora de Ebro e do rio Segre, ambas no front de Aragão. Em dezembro, a prestigiosa revista britânica Picture Post publicou oito páginas de fotos de guerra de Capa (então com 25 anos) e qualificou-o como “o maior fotógrafo de guerra do mundo”.

Logo depois do final da Segunda Guerra Mundial, Capa e seus amigos Henri Cartier-Bresson, Chim, George Rodger e William Vandivert fundaram a Magnum, uma agência fotográfica cooperativada. Durante o resto da vida, Capa dedicaria grande parte de seu tempo à orientação das operações da Magnum em Paris e Nova York. Seu maior entusiasmo era pelos fotógrafos jovens que convidava a fazer parte da agência. Considerava-os sua própria família e se empenhava muito em conseguir trabalho para eles, estimulando, aconselhando, emprestando dinheiro e levando-os a jantares e festas. Embora tivesse se naturalizado americano em 1946, Capa viveu em Paris durante o final dos anos 1940 e começo dos 1950. Lá vivia a vida glamorosa de tardes nas pistas de corrida, noites em boates com lindas mulheres e partidas de pôquer a noite inteira com amigos como John Huston e Gene Kelly.
No final dos anos 1940, Capa colaborou com vários projetos de amigos literatos. No verão de 1947, passou um mês viajando pela União Soviética com John Steinbeck; o livro que produziram, Um diário russo, trazia lado a lado o texto de Steinbeck e as fotos de Capa. No ano seguinte, a revista Holiday enviou Capa e o jornalista Theodore H. White à Hungria e à Polônia. E em 1949, ele e o romancista Irwin Shaw produziram o livro Report on Israel.

Em abril de 1954, Capa passou três semanas no Japão como convidado da editora Mainichi Shimbun para lançar uma nova revista de fotografia. Em Tóquio, Osaka, Kyoto e outras cidades, concentrou-se em fotografar crianças. Ainda no Japão, aceitou uma proposta da Life para passar um mês na Indochina substituindo um fotógrafo que havia voltado para os Estados Unidos. Em 25 de maio, acompanhava um comboio francês numa missão de evacuação de dois fortes indefensáveis no delta do rio Vermelho. Quando o comboio parou, Capa foi até um campo próximo da estrada para fotografar um grupo de soldados franceses. Ali pisou numa mina terrestre e foi morto.

Num portfólio em memória da obra de Capa publicado na revista Popular Photography, John Steinbeck escreveu: “Capa sabia o que procurar e o que fazer quando encontrava. Sabia, por exemplo, que não é possível fotografar a guerra, porque é em grande parte uma emoção. Mas ele realmente fotografou essa emoção, registrando seu entorno. Era capaz de mostrar o horror de todo um povo no rosto de uma criança. Sua câmera captava e perpetuava a emoção.
“A obra de Capa é, ela própria, o retrato de um grande coração e de uma arrebatadora compaixão. Ninguém tomará o seu lugar. Ninguém toma o lugar de qualquer grande artista, mas temos a sorte de ter em suas fotografias a qualidade do homem.

“Trabalhei e viajei muito com Capa. Ele podia ter amigos mais próximos, mas nenhum que o amasse mais do que eu. Tinha prazer em parecer displicente, descuidado com seu trabalho. Não era assim. Suas fotografias não são acidentais. A emoção que existe nelas não vinha do acaso. Ele podia fotografar movimento, alegria, comoção. Podia fotografar o pensamento. Ele captava um mundo e era o mundo de Capa.”

E numa cerimônia funeral para Capa, Edward Steichen levantou-se e disse: “Ele entendia a vida. Vivia a vida intensamente. Ele dava generosamente aquilo que tinha para dar à vida... vivia com valentia, com vigor, com uma rara integridade.”

R. W.

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

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