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Manual dos tipos

John Kane

17.5 x 25 cm
240 páginas
Portugués
ISBN: 9788565985055
Rústica
2012

14 comentarios

7 valoraciones
Sumário
 
Agradecimentos
Introdução
 
Conceitos básicos
Descrevendo as formas das letras
A fonte
Descrevendo os tipos
Medindo tipos
Comparando tipos
Tipos display
 
O desenvolvimento da tipografia
Linha do tempo
Classificação dos tipos para texto
 
Letras, palavras e frases
Entendendo as formas das letras
Mantendo a altura-x
Forma/contraforma
Contraste
Reforçando o significado
Construindo frases e descobrindo sentidos
Tipo e cor
Português não é chinês
 
Texto
Ajustes de espacejamento: kerning e letterspacing
Formatação do texto
Textura
Digitação não é composição
Entrelinhamento e comprimento de linha
Proporções
Componentes da página
Diagramando o texto na página
Partes pré-textual e pós-textual
Indicação de parágrafos
Texto em destaque
Títulos dentro do texto
Viúvas e órfãs
 
Organização em colunas
Layouts organizados em colunas
Alinhamento cruzado
Expressando a hierarquia
Tabelas
Tipografia como imagem e informação
 
Construção de grids
Introdução
Um exemplo
Componentes de um grid
Grids básicos
Grids para grandes formatos
Grids para texto
Grids para texto e imagens
 
E depois...
Bibliografia selecionada
Índice remissivo

Trecho da Introdução

O Design soluciona problemas.
O Design gráfico soluciona problemas por meio de símbolos. A Tipografia representa um rico conjunto de símbolos capaz de tornar a linguagem visível. Obter êxito no trabalho com tipos é essencial para um design gráfico eficaz.

Desse modo, posso dizer que este é um libro prático.

Nos últimos vinte e poucos anos que passei ensinando tipografia, não consegui encontrar um texto que falasse claramente para estudantes sobre a relação complexa entre mensagem, imagem e história que permeia a tipografia. Alguns dos melhores textos de história são fracos nos exemplos; alguns dos melhores textos teóricos são mais voltados para profissionais do que para novatos. E nenhum texto traz informações de referência para o estudante que sirvam de apoio aos exercícios básicos de qualquer curso introdutório sobre o assunto. Minha intenção é apresentar princípios e aplicações básicas da tipografia de um modo que reflita o que acontece na sala de aula e dar suporte a essas informações por meio de uma série de exercícios que reforce o conhecimento adquirido.

Meu objetivo é levar você, iniciante no design gráfico, a entender e demonstrar os princípios básicos da tipografia. Se instinto é a soma de conhecimento e experiência, este livro é uma tentativa de ampliar as duas coisas para fortalecer seus próprios instintos tipográficos.

Também devo ressaltar que este livro é de um autodidata. Tudo que sei sobre tipografia foi aprendido nos livros, na prática e pela observação. Tive sorte o bastante de começar lendo Emil Ruder. E tive a sorte de trabalhar em Boston numa época em que dúzias de profissionais talentosos tentavam resolver os mesmos problemas que eu enfrentava diariamente, quando migramos dos tipos de metal para a fotocomposição até chegarmos aos tipos digitais diante de nossos Macs. Aprendi com eles a aplicação constante da teoria na prática, a ter um respeito eterno pela forma das letras e a buscar incessantemente aquele momento em que o pessoal encontra o platônico, ou ao menos chega perto dele.

Paul Rand uma vez escreveu: “A tipografia é uma arte. Boa tipografia é Arte”, e nisso reside o problema para professores e estudantes. Um ofício pode ser ensinado. Já a arte é uma expressão individual. Muitos estudantes novatos frustram-se com o fato de não haver regras exatas em tipografia, ou uma receita infalível para o sucesso. A dificuldade pedagógica é que a tipografia tem um sistema de princípios baseado na experiência, e estes princípios evoluem à medida que a linguagem e a mídia evoluem também. Incontáveis vezes os estudantes me perguntam se algo está certo, mas na verdade não existe o “certo” em tipografia. A pergunta que deveriam fazer a si próprios é: “Isso funciona? É útil?” Designers usam a tipografia como uma resposta — a uma mensagem, um público, um meio. A única maneira de reconhecer se determinado projeto ou composição tipográfica obteve sucesso é pela sua observação direta. Leva tempo, tentativa e erro até sabermos o que funciona e deixarmos de nos angustiar com o que poderia ou não parecer “certo”.

Se você examinar sozinho os exemplos deste livro, é possível que tenha experiência suficiente para testar suas próprias ideias em aplicações tipográficas. Afinal, aquilo que cada designer traz para um projeto — isto é, a soma do que sabe ou sente, a experiência que lhe é própria — é que irá garantir que a variedade, o entusiasmo e, algumas vezes, a genialidade, continuem inspirando o design gráfico. Este livro não trata de estilo (uma expressão característica de atitude), mas sugere caminhos para se pensar e fazer o design de modo inteligente. O estilo pertence ao indivíduo; já o encantamento em relação ao pensar e ao fazer pode ser compartilhado por todos.

As atitudes norteadoras por trás do que é apresentado neste livro são aquelas que vitalizaram a maior parte da arte no século XX:

O conteúdo dita a forma.
Menos é mais.
Deus mora nos detalhes.*

Esses três princípios identificam perfeitamente o trabalho do tipógrafo: uma expressão clara e apropriada da mensagem do autor, economia inteligente dos meios e conhecimento profundo do ofício. [...]

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL